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NotíciasONG apresenta plano de manejo para a Serra da Esperança - 20/07/2009 19:32:41 Estão prontos 99 projetos de economia sustentável que poderão ser aplicados na região
Agricultores e proprietários de terras que estão dentro da Área de Proteção Ambiental da Serra da Esperança podem ter que mudar sua forma de economia daqui para frente. O que pode e não pode ser feito nessa área que tem 206.555,83 ha e abrange dez municípios da Região Centro Sul do Paraná foi apresentado para os moradores das localidades de Rio da Areia e Xaxim, de Prudentópolis, na manhã de hoje, dia 7.
O Plano de Manejo da APA da Serra da Esperança foi elaborado pela ONG Mater Natura, que desenvolve um projeto há três anos nessa região, financiado PDA Mata Atlântica, um subprograma do Ministério do Meio Ambiente. Nesse tempo, através de um trabalho participativo da ONG com representantes das localidades e o IAP, foram realizados levantamentos sobre as características geográficas, econômicas, sociais e culturais da região, com o objetivo de criar um plano de manejo para a área. Outro objetivo foi a formação de um Conselho com representantes da comunidade para definir as estratégias de desenvolvimento do local de forma sustentável.
De acordo com o estudo, a APA da Serra da Esperança pode ser dividida em quatro tipos de zonas: a agrossilvopastoril, que corresponde a 54,1% do total da área; a de silvicultura, com 25,7%; de proteção, que corresponde a 10,3%; de recuperação, com 9,0% e urbana, que corresponde a 0,8% do total da área.
As comunidades de Xaxim e Rio da Areia, de Prudentópolis, estão dentro da área de recuperação da mata nativa. “É uma área que já foi bastante alterada pelo homem, devido a agricultura e pecuária e com solos sujeitos à erosão”, explica Dailey Fischer, bióloga e técnica do projeto.
De acordo com a avaliação da ONG ficam proibidas nessa área uma série de atividades que agridam ainda mais o meio ambiente, como por exemplo, o uso de agrotóxicos das classes I e II, a expansão de indústrias potencialmente poluidoras, implantação de novas áreas de agricultura e pecuária, criação de animais domésticos em área de vegetação nativa, entre outras.
Para os agricultores Valdivino Antônio de Lima e Adelmo Lener, é preciso que haja uma preocupação para que a economia dos moradores dessas áreas não sofra impacto. “O agrotóxico, por exemplo, é essencial na agricultura competitiva atualmente.”, afirma Adelmo.
De acordo com os estudos da ONG, 99 projetos já estão elaborados para serem desenvolvidos pelos Conselhos gestores de cada comunidade pertencente à APA. Como fim do trabalho da ONG na região, caberá a cada Conselho aplicar esses projetos e buscar recursos para a sua implantação.
A partir de agora, o IAP vai orientar a aplicação do plano d manejo na região, juntamente com o Conselho da comunidade. Armando Holocheski, 2º secretário do Conselho, que não mora na região, mas possui uma chácara na localidade de Xaxim, afirma que a principal resistência encontrada junto aos agricultores da APA é a falta de informação. “De um lado temos a lei criada pelo governo, do outro a população com sua cultura. Nunca houve um diálogo entre esses dois lados”, afirma.
De acordo com Armando, os principais projetos que serão desenvolvidos na região serão na área de turismo e na tentativa de recuperar a vegetação que existia antes.
Assessoria de Comunicação do Município
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